Já faz alguns anos que eu acompanho casos de empresas brasileiras que perderam milhões por falhas que poderiam ser evitadas com uma simulação de ataques reais. Parece distante, mas está cada vez mais próximo, independentemente do porte do negócio. Um teste de penetração é, na prática, a simulação controlada de um ataque cibernético, conduzido de maneira ética, com o objetivo de encontrar vulnerabilidades antes que elas sejam exploradas de verdade.
Neste artigo, quero apresentar de forma clara todo o processo, desde os princípios até exemplos reais, para que você compreenda como essa estratégia se tornou indispensável na segurança moderna – e como projetos como a Infoprotect vêm mudando o cenário no Brasil e América Latina.
O que é um teste de penetração? Por que ele importa tanto?
Quando ouvi pela primeira vez sobre penetration test, assumi que fosse só mais uma “checagem” de segurança. Estava enganado. O teste de invasão, ou pentest, é diferente porque vai além de ferramentas automatizadas ou simples mapeamento de falhas. Ele desafia sistemas, redes e aplicações web exatamente como um hacker faria.
No pentest, um profissional especializado tenta, de fato, encontrar brechas técnicas (e, em certos casos, até humanas) realizando ataques controlados, mas realistas. O resultado: um relatório detalhado com vulnerabilidades descobertas, evidências práticas de exploração e, principalmente, orientações sobre como corrigir cada ponto identificado.
Testar é diferente de confiar apenas em boas práticas.
Segundo pesquisa da Grant Thornton Brasil e do Opice Blum Advogados, 79% das empresas do país se sentem mais vulneráveis a ameaças digitais nos dias de hoje, mas a maioria ainda não adotou medidas estruturadas e regulares para garantir proteção.
Principais etapas de um pentest e o que cada uma revela
O processo padrão de uma simulação de ataque bem conduzida é dividido em etapas claramente definidas. Gosto de enxergá-las como as fases de um “jogo” estratégico, onde cada passo tem um objetivo e resultado próprios.
Reconhecimento: o levantamento das informações
Tudo começa com o levantamento de dados públicos e internos sobre o alvo – sejam endereços IP, nomes de domínios, sistemas de e-mail, portas abertas, código-fonte de aplicações ou perfis em redes sociais. É neste momento que o especialista entende o “mapa” do ambiente, descobrindo possíveis entradas para os ataques posteriores.
Exploração: simulação de ataque controlado
Com o terreno mapeado, o próximo passo é tentar realmente explorar as brechas encontradas. Isso pode envolver desde tentativas de acesso não autorizado, escalonamento de privilégios, manipulação de dados em bancos, até invasão usando técnicas de engenharia social. O importante é que tudo é documentado – cada acesso, cada comando, cada impacto demonstrado.
Relatório: o verdadeiro valor do pentest
Não adianta descobrir vulnerabilidades se elas ficam escondidas em relatórios repletos de termos técnicos. Após o ataque controlado, todo resultado é detalhado com evidências, classificação de risco, impacto potencial e, principalmente, orientações claras de como resolver cada problema achado.
Remediação: transformar diagnóstico em ação
De nada adianta o melhor dos relatórios se as recomendações ficam na gaveta. O bom pentest vai além: detalha orientações para as equipes técnicas ou de negócio, prioriza riscos e apoia o processo de correção das falhas.
Tipos de pentest: diferentes abordagens para necessidades distintas
Na minha atuação, percebo que não existe uma “receita de bolo”. O tipo de simulação depende do objetivo do cliente, maturidade, segmento e contexto específico. Destaco as linhas mais comuns:
Teste interno
Foca nas ameaças internas – simula um invasor que já possui acesso à rede local ou credenciais básicas. Ideal para descobrir falhas que podem ser exploradas por funcionários, parceiros ou qualquer pessoa com algum nível de acesso legítimo.
Teste externo
Geralmente, é o mais lembrado. Avalia o que um atacante sem qualquer relação com a empresa, distante fisicamente, conseguiria acessar explorando portas, sistemas web ou aplicações abertas para internet.
Black-box
Neste modelo, o analista de segurança não recebe nenhuma informação prévia sobre a estrutura interna. Isso simula um atacante externo sem informações privilegiadas. É útil para representar riscos mais amplos.
White-box
Aqui, o especialista conhece boa parte do ambiente interno, credenciais, códigos, topologias. O objetivo é maximizar a chance de encontrar falhas complexas, normalmente aquelas menos óbvias aos olhos do atacante do dia-a-dia.
Engenharia social
Nem toda invasão depende de tecnologias. O pentest pode incluir tentativas de obter informações sensíveis explorando o fator humano: ligações telefônicas, e-mails fraudulentos, falsificação de identidades — tudo documentado para medir o preparo das pessoas.
Cada um desses tipos atende a cenários corporativos específicos, e empresas maduras costumam alternar entre eles em auditorias recorrentes.
Pentest para compliance, LGPD e padrões internacionais
Hoje, eu vejo que pentest deixou de ser algo apenas técnico. Regulamentos como a LGPD, PCI-DSS (para meios de pagamento) e outros padrões ISO/IEC passaram a exigir controles constantes e eficazes para minimizar riscos de vazamento, indisponibilidade ou uso indevido de dados pessoais.
Um teste de invasão bem estruturado atende a esses requisitos ao proporcionar:
- Evidências práticas de que defesas funcionam (ou não) diante de ataques reais;
- Mapeamento dos riscos que impactam diretamente a privacidade e segurança dos dados;
- Relatórios detalhados para auditorias internas e comprovação junto a órgãos reguladores;
- Orientações para correção de falhas antes de sanções ou penalidades acontecerem.
Destaco que, em projetos conduzidos pela Infoprotect, o alinhamento com compliance é constante, não apenas uma etapa formal.
Ferramentas e tecnologias em pentest: o que os especialistas usam?
Uma dúvida frequente é se o profissional usa ferramentas públicas, privadas ou desenvolve scripts do zero. A resposta depende, claro, da estratégia e da complexidade do alvo. Porém, algumas plataformas são referência de mercado pela robustez, confiabilidade e atualização constante diante de novas ameaças.
Na minha rotina, destaco o uso de soluções como:
- Fortinet (com destaque para FortiGate, FortiToken, FortiWiFi, FortiDLP): fortalece perímetro de rede, autenticação e prevenção contra vazamentos;
- CrowdStrike: proteção avançada de endpoints e inteligência contra ameaças sofisticadas;
- SentinelOne, Wazuh, BitDefender e McAfee: complementam detecção, resposta e análise de comportamentos maliciosos;
- Ferramentas clássicas, como Nmap, Burp Suite, Metasploit, Wireshark, Nessus, Acunetix e scripts próprios;
- Simuladores de ataques de engenharia social, como envio de campanhas automatizadas de phishing.
O segredo, para mim, está na combinação desses recursos com conhecimento técnico, criatividade e, claro, ética. Sem equipe preparada, tecnologia de ponta sozinha faz pouco efeito.

Como o pentest reduz riscos reais nas empresas: exemplos práticos
No cotidiano, vejo empresas que se surpreenderam com resultados de pentest – muitas imaginavam estar seguras apenas porque nunca tinham sofrido ataques notórios. Vou contar dois casos breves que marcaram minha visão sobre o impacto tangível desse tipo de simulação.
Estudo de caso 1: brecha em aplicação web de cadastro de clientes
Em um pen test realizado em uma empresa do setor varejista, após a fase de reconhecimento, foi identificado um campo de cadastro vulnerável a SQL Injection. Durante o ataque simulado, foi possível acessar todos os dados de clientes, incluindo informações pessoais protegidas pela LGPD.
Após o relatório detalhado, a empresa corrigiu imediatamente o código e implementou validações mais rigorosas. Segundo o CIO, o investimento no serviço foi irrisório diante do custo jurídico e reputacional de um possível incidente real.
Estudo de caso 2: acesso não autorizado à rede via Wi-Fi corporativo
Em uma indústria de médio porte, o teste simulou a atuação de um colaborador mal-intencionado. Aproveitando uma configuração inadequada no Wi-Fi, foi possível interceptar credenciais administrativas. Após o laudo do teste, houve uma revisão completa das políticas de acesso, criptografia e criação de redes separadas para visitantes e dispositivos desconhecidos.
Resultados na prática
- Redução real de superfícies de ataque;
- Reforço de políticas internas de segurança;
- Melhor preparo para auditorias externas;
- Proteção à imagem e à confiança junto a clientes e parceiros.
Quando, por que e com qual frequência realizar um penetration test?
É comum surgirem dúvidas sobre periodicidade. O recomendado, em minha experiência, é realizar avaliações pelo menos uma vez ao ano ou sempre que:
- Houver mudanças significativas em sistemas, aplicações ou arquitetura de rede;
- For instaurada uma nova solução tecnológica que armazene dados sensíveis;
- A empresa passar por fusões, aquisições ou alteração no modelo de negócios;
- Se aproximarem auditorias ou revisões regulatórias importantes.
Cabe lembrar: assim como a tecnologia evolui, as ameaças também evoluem. Por isso, outra boa prática é o acompanhamento periódico por meio de avaliações menores (“micro-pentest”), algo que a Infoprotect oferece conforme necessidade do cliente.

Ética, qualificação e responsabilidade: princípios inegociáveis em qualquer pentest
Vi, mais de uma vez, casos em que empresas receberam relatórios cheios de “achados” duvidosos, sem clareza sobre impactos ou até com indícios de exploração além do combinado. Como profissional e autor, defendo que testes de invasão devem obrigatoriamente seguir premissas éticas claras:
- Obtenção de autorização formal, detalhando escopo e limites do teste;
- Uso de metodologias reconhecidas internacionalmente, como OWASP, OSSTMM, NIST;
- Sigilo absoluto das informações técnicas descobertas;
- Compromisso com a não interrupção das operações do cliente durante o teste;
- Equipe capacitada, com experiência comprovada e atualizada em cenários reais.
Esse rigor é um diferencial forte de empresas como a Infoprotect, que atua há anos nesse mercado, fornecendo soluções práticas inclusive para setores altamente regulamentados.
Integrando penetration test à segurança proativa e à gestão de riscos
Acredito que a postura preventiva deve ser contínua e integrada à cultura da empresa. Somente assim o pentest entrega o máximo de valor – como extensão de uma política madura de gestão de riscos e não apenas como resposta a problemas pontuais.
Por isso, costumo recomendar a leitura de conteúdos aprofundados sobre gestão de cibersegurança e de boas práticas em gestão de riscos. Isso aprofunda o entendimento do papel de testes regulares e auxilia as lideranças a tomarem decisões mais informadas.

Como convencer C-Levels e gestores do valor do pentest
Muitos diretores ainda veem a simulação de ataques como “custo” e não como investimento. Sempre que participo de projetos, busco destacar aspectos financeiros, regulatórios e de reputação que podem ser severamente impactados sem essa prática.
Mostro que os custos de um incidente (perda de dados, interrupção de operações, multas, danos à imagem) são infinitamente superiores ao valor de um serviço preventivo bem-feito. Referências como estudos dos impactos de um ataque real e casos de aplicação real do penetration test costumam abrir os olhos de lideranças não técnicas.
Dicas para tirar ainda mais valor do penetration test
O impacto da simulação de ataques pode ser multiplicado se algumas recomendações básicas forem seguidas:
- Alinhar sempre o escopo do teste às reais necessidades do negócio;
- Incluir áreas estratégicas, como segurança ofensiva e compliance, no processo de avaliação;
- Garantir que a equipe de resposta a incidentes participe do pós-teste;
- Traduzir relatórios para uma linguagem compreensível por todas as áreas;
- E, acima de tudo, não procrastinar a execução das remediações indicadas.
Encontrei soluções inovadoras e respostas detalhadas sobre maximização de resultados em artigos focados no uso estratégico do pentest, referência para quem deseja avançar além do básico.
Conclusão: Segurança não é sorte – é ação inteligente e constante
Depois de anos estudando, testando e presenciando casos em empresas dos mais diversos setores, hoje sou categórico: simular ataques reais, conduzidos por equipes responsáveis e qualificadas, salva empresas, empregos e reputações. O penetration test se firmou como ferramenta estratégica no ciclo da segurança e, sem exageros, pode ser o fator que separa empresas preparadas de futuras vítimas.
Se você nunca conduziu esse tipo de avaliação ou deseja revisar sua abordagem, recomendo conhecer a abordagem aplicada pela Infoprotect. Estou certo de que investir em prevenção ainda é o melhor caminho para crescer de forma segura em um mundo cada vez mais digital e interconectado.
Perguntas frequentes sobre pentest
O que é um teste de penetração?
Um teste de penetração é uma simulação controlada de ataques cibernéticos, aplicando técnicas e ferramentas reais para identificar pontos vulneráveis em sistemas, redes e aplicações antes que criminosos possam explorá-los. Ele é feito de forma ética, com autorização da empresa testada, para entregar um diagnóstico prático e direcionado das melhorias necessárias.
Como funciona um pentest na empresa?
Tudo começa com o alinhamento do escopo, seguido pelo levantamento de informações públicas e internas. O especialista realiza ataques simulados, usando abordagens externas e internas, explora vulnerabilidades e documenta cada brecha. O resultado é apresentado em relatório detalhado, com orientações para correção e acompanhamento das melhorias.
Quando fazer um penetração test?
Recomendo realizar o teste periodicamente (pelo menos uma vez ao ano) ou sempre que houver mudanças relevantes em tecnologia, processos, lançamento de novas aplicações, exigências regulatórias ou suspeitas de vulnerabilidades. Empresas mais dinâmicas costumam fazer micro-pentest com mais frequência.
Penetration test vale a pena para pequenas empresas?
Sim, pequenas empresas também são alvos de ataques e podem sofrer grandes prejuízos financeiros ou de imagem caso informações sejam vazadas. O teste é dimensionado de acordo com a realidade de cada negócio, sendo altamente recomendável como forma de prevenção.
Quanto custa um teste de invasão?
O valor varia conforme o escopo, tamanho da empresa, complexidade dos sistemas e profundidade do teste. Pode variar de alguns milhares a dezenas de milhares de reais. Porém, o custo de um incidente geralmente supera muito o investimento em prevenção. Um orçamento transparente, personalizado e imediato pode ser obtido consultando especialistas como a Infoprotect.
